
Muitas pessoas estão indignadas com a suspensão do site de distribuição de vÃdeos online, o YouTube. Conseqüentemente, a apresentadora da MTV conseguiu se tornar o inimigo número 1 da internet brasileira. Nesta verdadeira bagunça, dois pontos merecem uma abordagem especial, a justiça brasileira e o aspecto moral envolvido no episódio.
O objeto de toda a discussão é o vÃdeo da Cicarelli transando com o seu namorado em uma praia espanhola. Assim que o vÃdeo foi parar nos monitores brasileiros, a apresentadora e seu namorado entraram com ações na justiça solicitando a interdição do vÃdeo alegando invasão de privacidade. Mas há de se concordar que quem transa em um local público não deve estar muito preocupado com a privacidade. Portanto, talvez uma outra ação judicial fosse possÃvel, desta vez contra a apresentadora/modelo por atentado ao pudor.
Ainda, é surpreendente que a justiça brasileira seja tão retrógrada a ponto de abrir um precedente para a censura na internet com a sua contestável liminar tirando o site do ar no paÃs inteiro. Já foi provado, no caso da distribuição de músicas digitais, que a censura é ineficiente. Agora três juÃzes brasileiros estão analisando novamente o julgamento para decidir se o bloqueio será permanente.
Por fim, fica a contradição para a análise. A pessoa que prega a promiscuidade abertamente em um canal de televisão aberto e escancara ao seu público a intimidade dos participantes do seu programa, quando se trata de sua privacidade, a quer respeitada. Como uma justiça que não respeita toda uma legião de usuários quer ser respeitada?
Update: Enquanto eu escrevia este texto, li que o YouTube será liberado.



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