A cruel realidade do programa de pontos da Vivo

iphone

Bom, eu sou cliente da Vivo e não tenho o que reclamar do sinal, qualidade das ligações etc. Mas recentemente eu quis trocar de aparelho através do “programa de pontos” e vi que o desconto era ridículo para alguém que já é cliente há 4 anos. Essa pulga atrás da orelha me levou a fazer umas contas. Peguei como exemplo no site, o famosíssimo iPhone versão 16Gb.

Primeiro, o “programa de pontos” oferece 10 pontos para cada R$ 1,00 (líquido) que você botar na conta da Vivo e em algum momento da sua vida, quando tiver 15 mil pontos, você pode resgatar os pontos e trocar por desconto ou um novo aparelho. (em uma consulta rápida, o único aparelho gratuito com esses pontos é o LG KP130A – GSM)

Mas de que adianta um celular desse pra quem gosta de um gadgetzinho? Vamos pra conta com o iPhone!

No site, o preço sem desconto nenhum, é R$ 2.199,00 (consultado no dia 17/01/09 região SC). Para você levar ele de graça pra casa você precisa de nada mais nada menos que 300 mil pontos. Então vamos lá:

Vendo a tabela, deduzi que a cada 5 mil pontos, você ganha um desconto de R$ 30,00. Cada ponto equivale portanto a R$ 0,006.

Se fosse para juntar os R$ 2.199,00 em pontos, você precisaria de 366.500 pontos. Mas eles são legais e deixam você levar o iPhone pra casa por 300 mil pontos, o que equivale a R$ 1.800,00. Opa! Já sumiram R$ 399,00.

Agora é que vem o problema, juntar os 300 mil pontos. Se a cada R$ 1,00 depositado você ganha 10 pontos, cada ponto te custa R$ 0,10, você precisaria gastar em torpedos, ligações, transferência de dados etc, uma bagatela de R$ 30.000,00. Tem mais uma coisa: os pontos vão expirando a cada 36 meses. Isso significa que se você ganhou 1000 pontos 3 anos atrás, no mês seguinte ele já não estará mais no seu extrato.

Então agora partimos para as conclusões: se você gastar R$ 200,00 por mês de celular (o que já é uma quantia razoável), tirando os impostos, você vai ter aí aproximadamente 1500 pontos. Antes que os pontos caduquem, você juntou 54 mil pontos. Tá longe, mas já dá pra pegar um Motorola U9 – GSM de graça!

Pra você ter o iPhone 16Gb, você precisaria gastar aproximadamente R$ 1.100,00 por mês em 3 anos para ganhar o brinquedinho da Apple.

Partindo do princípio que aproximadamente 80% dos celulares no Brasil são pré-pagos, acho bem difícil alguém conseguir usufruir dessa vantagem do jeito que gostaria (ou melhor, do jeito que eu gostaria).

Não acho que eles estão errados, afinal, empresa é pra lucrar. Mas no mercado competitivo de hoje com market share nivelado entre Vivo, Tim e Claro e a portabilidade numérica, vantagens como “programa de pontos”, definitivamente precisam ser repensadas. Esse pode ser um caminho: vantagem de verdade!

O pior é que eles acham que estão no caminho certo. Esse é um trecho do Demonstrativo de Resultados do 3º trimestre de 2008: “O Programa de Pontos continuou a ser fortemente utilizado na troca de aparelhos – inclusive no início da comercialização do iPhone da Apple – e na blindagem da base, consolidando-se como a principal ferramenta de relacionamento.”

Ainda sobre os resultados do 3º trimestre de 2008, segundo a própria Vivo, a receita oriunda dos serviços de dados cresceu 40,6% com relação ao mesmo período no ano anterior (Vivo Zap 66% e Vivo Downloads 85%). Será mesmo esta uma boa estratégia? Se você vende água e de lambuja também vende a mangueira, porque não vender a mangueira bem baratinho para seus clientes usarem cada vez mais água?

Data: 18 | jan | 09
Categoria: branding, design, negócios, serviços
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H. Stern e Oscar Niemeyer

oscar niemeyer / h.stern

Há 1 mês atrás a Pólvora! Comunicação entrou em contato comigo para me enviar um kit da coleção Linhameyer da H.Stern e hoje recebi o kit no meu estúdio. Como o pessoal teve o trabalho de me enviar (e claro o material é bacana), vou retribuir a gentileza e fazer os meus comentários, mas sob o meu ponto de vista (que não é de designer de jóias).

A embalagem: feita em um material que parece concreto, com desenhos do próprio Niemeyer. Tudo a ver com toda a história e currículo do arquiteto. Só acho que o formato quadradão poderia ser orgânico para alinhar com o pensamento dele.

oscar niemeyer / h.stern

oscar niemeyer / h.stern

oscar niemeyer / h.stern

O conteúdo: algumas folhas (chouché fosco, aproximadamente 200 g/m²) com desenhos e um trecho do Poema das Curvas, do próprio Niemeyer. ”Não é o ângulo reto que me atrai, nem a linha reta, dura, inflexível criada pelo o homem. O que me atrai é a curva livre e sensual. A curva que encontro no curso sinuoso dos nossos rios, nas nuvens do céu, no corpo da mulher preferida. De curvas é feito todo o universo, o universo curvo de Einstein”. No final, vem um pen-drive já com todo o material pronto para ser divulgado em blogs.

Bom, agora já é a minha praia. As folhas do início achei gratuitas. Quem desenvolveu deve ter pensado em criar uma introdução antes da pessoa ver o conteúdo do pen-drive, mas tendo em vista crise existencial da mãe natureza, não acho prudente desperdiçar papel. No pen-drive, animações, imagens, textos e música, tudo solto. Poderia ter uma interface multimídia que pudesse guiar o usuário através de todo esse conteúdo.

A animação do Andrés Lieban, utilizando croquis do Niemeyer com a música de Carlinhos Brown e George Israel é bem bacana. Casa perfeitamente com o estilo do arquiteto. Se você conhece um pouco da história e das obras do Niemeyer e vê a animação, com certeza entende o conceito e a filosofia dele. Só acho que esse link do youtube que eles disponibilizaram podia ter a opção do embed. (10/12/08: agora dá)

No geral, achei bacana o trabalho. Dá pra ver que investiram bastante nessa coleção que sai no dia 15 de dezembro. E o mais interessante é ver que uma grande empresa, consagrada mundialmente, está tratando internet como gente grande. Que fique aí a lição para muitas outras empresas.

P.S.: No site da H. Stern ainda não tem nada sobre a Linhameyer, então aqui vai um preview do que vem por aí:

copan bracelete

Data: 8 | dez | 08
Categoria: branding, design, material, produto, serviços
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UK JAPAN

uk japan

O evento
UK-JAPAN 2008 é um projeto que objetiva o estreitamento das relações bilateriais entre Japão e Reino Unido. O projeto é repleto de eventos, performances e exibições para retratar a criatividade britânica na arte, ciência e na indústria.

A marca
Criada pelo designer Michael Johnson, a marca combina o nome dos dois países em suas respectivas línguas. “Projetar uma marca bilingue é sempre muito difícil, mas esta é uma solução simples e elegante”.

Data: 14 | mar | 08
Categoria: design, gráfico, inovação, negócios, produto, serviços
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