
O título soa óbvio, eu sei. Mas vamos prosseguir para ver que não é assim tão óbvio.
Tirando as invenções da área da segurança, saúde etc que são específicas para um determinado público, quando alguém cria um produto ou serviço em que o público-alvo é simplesmente todo mundo, o foco torna-se os jovens (dos 15 aos 20 anos), considerados os “early adopters”, pois são mais propensos a aceitar a nova proposta e adotar a sua invenção no seu cotidiano.
Mas o mundo está mudando. Aliás, o mundo já está muito diferente.
Segundo a comScore, os jovens representam somente 9% dos usuários do Facebook e somente 11% dos usuários do Twitter tem entre 12 e 17 anos. Isso significa que as pessoas mais velhas estão entrando com força total na internet. De acordo com a Forrester, o uso de mídias sociais entre pessoas com idades entre 35 e 54 anos subiu para 60% no último ano.
Para não falarmos somente de internet, reparem nos usuários dos Smartphones e aparelhos GPS (a primeira pessoa que eu vi na rua usando um iPhone tinha aproximadamente 50 anos, era barrigudo e careca).
Mas o que está ocasionando essas mudanças (não estou me referindo ao crescimento da barriga e a queda dos cabelos)?
Os gadgets, pra começar, são caros. Um garoto de 18 anos já sofre para pagar sua carteira de motorista, imagina comprar um Blackberry (e pagar a conta). Um aparelho de R$ 1.500,00 pra filha ficar fofocando o dia inteiro é despesa, o mesmo aparelho para gerar mais negócios, é investimento.
Já o amadurecimento dos usuários de internet mostra um fato novo e muito interessante. A internet está sendo usada para fins profissionais. Não é mais só entretenimento, chat, fofoca etc. Em apenas alguns cliques você encontra no Twitter nada mais nada menos do que a Porto Seguro, o Jamie Oliver, a revista Veja, a revista Exame, a Nokia, a Vivo, o Bradesco etc.
Portanto, volto a dizer: existem outros públicos além dos jovens. E é aí que mora o desafio de quem trabalha com comunicação. Será mesmo que aqueles dogmas de que pessoas mais velhas não usam a internet, que pessoas mais velhas não usam redes sociais etc, ainda são válidos? Como funciona a relação entre adultos e a tecnologia?
