Lula lá, de novo não!

Fotografia: Alan Marques / Folha Imagem

Em meio a promessas eleitoreiras, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva discursou para cerca de 600 pessoas em uma fábrica da Gerdau em Minas Gerais. Lula alegou que as eleições o impedem de governar: “O Brasil é o único país em que as eleições impedem que a gente governe. Mas é assim para todo mundo, não é só para mim, então não tenho que me queixar. Tenho apenas que dizer para vocês que este ano não é possível fazer”.

Contudo, Lula tem encontrado imperfeições na lei eleitoral para viabilizar o que ele chama de governo. Foram alterados os critérios os quais classificam as famílias aptas ou não para se beneficiarem do programa, com o intuito de aumentar o número de beneficiários do programa de transferência de renda do governo federal, o Bolsa-Família. Hoje, são 1,8 milhão de famílias recebendo entre R$ 15,00 e R$ 95,00 por mês.

Ainda, novamente através de lacunas na lei eleitoral e desrespeitando a decisão do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), o governo federal publica nesta sexta-feira, 6 MPs (medidas provisórias) as quais proporcionarão reajustes salariais aos servidores públicos. Segundo o Ministério do Planejamento, as medidas beneficiarão 1,55 milhão de servidores públicos e causará um impacto de R$ 5,5 bilhões no Orçamento da União.

Por fim, é flagrante que a insatisfação do presidente com a impossibilidade de governar não passa de um medíocre pretexto para facilitar o andamento de sua campanha eleitoral. O presidente e seus companheiros vêm deturpando a ordem nacional há tempos, entretanto instituição alguma manifestou-se contra. Cabe agora a população, mostrar nas urnas que o lugar do Lula não é lá.

Data: 30 | jun | 06
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Lula faz o que quer

O terceiro inciso do 73º parágrafo da lei eleitoral de 1997 diz: “ceder servidor público ou empregado da administração direta ou indireta federal, estadual ou municipal do Poder Executivo, ou usar de seus serviços, para comitês de campanha eleitoral de candidato, partido político ou coligação, durante o horário de expediente normal, salvo se o servidor ou empregado estiver licenciado”.

Contudo, é evidente a colaboração do ministro das relações institucionais, Tarso Genro, na campanha eleitoral do presidente Lula. Foi através de Tarso que deu-se a nomeação de José de Filippi Júnior (PT), prefeito de Diadema, como o tesoureiro da campanha. E foi também o mesmo ministro o qual participou de reuniões com o presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Marco Aurélio Mello, para sanar dúvidas sobre as regras que o presidente deverá seguir durante a campanha.

Ainda, o segundo artigo do Código de Conduta da Alta Administração Federal diz: “A atividade político-eleitoral da autoridade não poderá resultar em prejuízo do exercício da função pública, nem implicar o uso de recursos, bens públicos de qualquer espécie ou de servidores a ela subordinados”.

Por fim, é evidente que o presidente vem violando toda e qualquer regra as quais ele está submetido. Segundo especialistas, tais violações demandariam o licenciamento dos funcionários envolvidos, o que infelizmente, parece nem ser cogitado pelo TSE. É preciso que o tribunal fiscalize de maneira mais enérgica a campanha do presidente, caso contrário aumentam-se as chances do país passar mais 4 dolorosos anos sob o comando de Lula.

Data: 28 | jun | 06
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Marcola e Dante

PCC

Os principais líderes do PCC (Primeiro Comando da Capital), vivem sob a custódia de homens fortemente armados dentro dos muros da penitenciária 2 de Presidente Venceslau. Os 6 pavilhões são monitorados a todo instante pelos homens do GIR (Grupo de Intervenção Rápida), do GAR (Grupo de Atuação Regional) e dos Aevps (Agentes de Escolta e da Vigilância Penitenciária).

A presença temporária destas forças preocupa os agentes penitenciários. Segundo um funcionário, assim que estes grupos deixarem o local, os detentos irão revidar à pressão sofrida e darão início a uma nova matança.

Muitos agentes penitenciários das prisões localizadas no oeste paulista, para proteger suas vidas e de seus familiares, passaram a andar armados, mesmo sem possuir o direito de portar uma. “Apesar de pagos para custodiar quem cometeu crimes, hoje, nós precisamos driblar a lei e andar com arma irregular, mesmo sob o risco de também passar a ser um detento amanhã”, diz outro agente.

O medo destes profissionais é só uma parte de um enorme problema, o qual, segundo o líder do PCC, Marcola, não tem solução: “Olha aqui, mano, não há solução. Sabem por quê? Porque vocês não entendem nem a extensão do problema. Como escreveu o divino Dante: “Lasciate ogna speranza voi che entrate!” Percam todas as esperanças. Estamos todos no inferno.”

Data: 26 | jun | 06
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