
Em meio a promessas eleitoreiras, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva discursou para cerca de 600 pessoas em uma fábrica da Gerdau em Minas Gerais. Lula alegou que as eleições o impedem de governar: “O Brasil é o único país em que as eleições impedem que a gente governe. Mas é assim para todo mundo, não é só para mim, então não tenho que me queixar. Tenho apenas que dizer para vocês que este ano não é possível fazer”.
Contudo, Lula tem encontrado imperfeições na lei eleitoral para viabilizar o que ele chama de governo. Foram alterados os critérios os quais classificam as famílias aptas ou não para se beneficiarem do programa, com o intuito de aumentar o número de beneficiários do programa de transferência de renda do governo federal, o Bolsa-Família. Hoje, são 1,8 milhão de famílias recebendo entre R$ 15,00 e R$ 95,00 por mês.
Ainda, novamente através de lacunas na lei eleitoral e desrespeitando a decisão do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), o governo federal publica nesta sexta-feira, 6 MPs (medidas provisórias) as quais proporcionarão reajustes salariais aos servidores públicos. Segundo o Ministério do Planejamento, as medidas beneficiarão 1,55 milhão de servidores públicos e causará um impacto de R$ 5,5 bilhões no Orçamento da União.
Por fim, é flagrante que a insatisfação do presidente com a impossibilidade de governar não passa de um medíocre pretexto para facilitar o andamento de sua campanha eleitoral. O presidente e seus companheiros vêm deturpando a ordem nacional há tempos, entretanto instituição alguma manifestou-se contra. Cabe agora a população, mostrar nas urnas que o lugar do Lula não é lá.


