
Segundo o Bird (Banco Mundial) o Brasil é o líder na lista dos empresários descontentes com o excesso de impostos. Entretanto, sabe-se que a alta carga tributária não atinge só ao empresariado, mas também aos cidadãos comuns. De acordo com um estudo da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas da Universidade de São Paulo) o Brasil tem a carga tributária equivalente à dos países mais ricos do mundo como os Estados Unidos e Japão.
Em princípio, impostos são direcionados para o custeio do Estado; as taxas são oriundas dos serviços prestados, tais como coleta de lixo, luz etc; e por fim as contribuições de melhorias que têm a finalidade de custear obras públicas. Mas existe aí uma escandalosa discrepância entre a coleta de impostos e o retorno que a população recebe. Enquanto o Estado suga estimados 38% dos seus rendimentos, a educação é precária, a segurança inexiste e certamente ninguém gostaria de depender do sistema público de saúde.
Não obstante, o governo brasileiro gasta 25% a mais do que a média internacional e devido a inépcia com a qual o dinheiro público é administrado pelos governos municipais, estaduais e federal, a tendência é que as cifras das despesas dobrem nos próximos 20 anos. Ainda é um governo que gasta mal. Os gastos do governo com a educação primária vão além de insignificantes, ficando abaixo até de países como Filipinas e Tunísia.
Por fim, além da imprescindível e urgente reforma tributária brasileira, é necessário que o Estado aprimore a gestão de suas finanças. Além do retorno das contribuições dos cidadãos, é comprometimento dos governos cumprir à risca os dizeres da bandeira nacional: “Ordem e progresso”.
Podcast: Supremes & Temptations - Can’t take my eyes off you

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25, abril, 2006 às 9:16
Fala aí, parceiro!
Cara, hoje é dia de agradecimentos, principalmente a você que no decorrer desse primeiro ano de vida colaborou tanto com comentários. Obrigado, mesmo! Sem a sua participação o Blog de um Cidadão não seria o que é hoje.
Valeu, mesmo!
Abçs,
Vinicius Factum
Blog de um Cidadão
25, abril, 2006 às 10:59
Oi Bruno,
Se houvesse algum retorno que não fosse o bolso dos políticos, ainda assim a distorcida carga tributária brasileira seria um absurdo. Em pouco mais de 40 anos ela simplesmente triplicou.
O governo simplesmente aumenta a carga, sem respeitar a capacidade contributiva da sociedade, de pessoas como nós, que vivemos sufocados.
Beijos grande
25, abril, 2006 às 15:56
A Bandeira Nacional Brasileira foi criada em 1889 por Teixeira Mendes que orgulhoso por ter sido escolhido, resolveu dividir a glória com Miguel Lemos e ambos tiveram a colaboração do professor Manuel Pereira e do desenhista Décio Villares.
A frase “ Ordem e Progresso” foi inspirada no lema de Auguste Comte, criador do positivismo, do qual Teixeira Mendes era adepto. O lema em questão era “o amor por princípio e a ordem por base; o progresso por fim.” Ao justificar a escolha de Ordem e Progresso, Teixeira Mendes deixou claro que objetivava mostrar que a revolução não tinha apenas abolido a monarquia, mas que, acima de tudo almejava criar uma pátria onde todos fossem tratados como irmãos, dando à Ordem e ao Progresso todas as garantias que a história nos demonstra serem necessárias à sua permanente harmonia.”
Infelizmente por conta dos desmandos de nossos governantes, tudo que idealizou Teixeira Mendes, ficou apenas como sendo a inscrição central da Bandeira Nacional Brasileira; sequer algum dia tal inscrição foi tratada como um lema e muito pouco ou nada foi feito para que se tornasse realidade.
Ao longo de sua história, o País passou da ordem sem progresso ao progresso sem justiça. Hoje vive um momento de relativa desordem social com progresso estagnado.
A busca pela melhoria deve-se dar com dureza, se necessário, porém sem deixar de lado a ternura. Quem sabe assim consigamos reinterpretar o dístico Ordem e Progresso, fazendo valer o desejo de Teixeira Mendes, inspirando um novo período de progresso.
[]
1, junho, 2006 às 12:50
[...] O BRIC, grupo formado pelos países, Brasil, Rússia, Índia e China, apresentou no primeiro trimestre deste ano um crescimento médio do PIB (Produto Interno Bruto) de 6,9%. Contudo o Brasil foi o país que menos colaborou com um crescimento de 3,4%. Segundo economistas, a absurda carga tributária e as altas taxas de juros são os fatores os quais mais contribuem para o pífio crescimento brasileiro. [...]