
A situação do ensino brasileiro é caótica. Segundo o último Censo Escolar publicado pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais), 1.402 milhão de 9.169 milhões de alunos matriculados do ensino médio público abandonaram a escola em 2004 e cerca de 10 em cada 100 estudantes foram reprovados no ano de 2004.
Outro estudo voltado a educação pública, “Cotidiano das Escolas: Entre Violências”, publicou números absurdos. De acordo com a pesquisa, 35% dos alunos já viu algum tipo de arma na escola e 29% dos adultos afirmam o mesmo. As armas brancas (facas e canivetes) são as mais comuns, no entanto 12% dos estudantes afirmam já terem visto uma arma de fogo no colégio.
Embora deduza-se que a situação do ensino particular seja melhor, no quesito violência, as escolas pagas também registram as suas ocorrências. Recentemente um aluno do Mackenzie, Daniel Tosta Sekertzis, 15, ganhou de outros 5 garotos do Colégio Nossa Senhora do Sion, traumatismos craniofaciais e três dias de internação. Ainda em São Paulo, mas agora no Colégio Objetivo, garotos discutiam sobre a possibilidade de um carro atingir ou não 200km/h e como resultado, um deles obteve um osso do rosto quebrado.
A questão fundamental deste cenário absurdo não é somente a falta de segurança, mas principalmente o papel que as escolas estão interpretando na vida desses jovens. Se a escola foi, um dia, o ambiente no qual o embrião do caráter de cada estudante se desenvolvia e educava-se para enfrentar a vida, hoje vê-se que, mesmo pago, é um ambiente fétido e insalubre.
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Atualização 28/03/06 às 18:00: Estudante mata colega de 17 em escola de SP.


