
O problema da reforma agrária no Brasil está tomando proporções desmesuradas e mostrando evidentes sinais de saturação a esta conjuntura caótica na qual temos os camponeses de um lado, batalhando pelo direito da terra, e do outro, os proprietários de terras defendendo suas propriedades.
Dentre os camponeses, temos a turma de Stedile, o MST (Movimento dos Sem-Terra), o qual também luta pelo direito de propriedade, invadindo e instalando-se em propriedades consideradas, por eles mesmos, como latifúndios. Mas infelizmente cometeram um equívoco em seus critérios de classificação das propriedades e não só invadiram, como também destruíram uma propriedade da Aracruz, na qual existia um centro de pesquisa, causando um prejuízo estimado em US$ 2 milhões.
O desastre ocorrido teve grande repercussão na indústria de biotecnologia e celulose. A destruição de aproximadamente 5 milhões de mudas e 20 anos de pesquisa no horto florestal da Aracruz, ocasionou o adiamento de investimentos de 3 grandes empresas no Brasil devido a insegurança instalada.
A invasão ocorreu na mesma semana na qual o Incra (Superintendência Regional do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) anunciou a liberação de 1.744 hectares para a reforma agrária, o que fornece mais instrumentos para a insegurança da indústria. Definitivamente o problema agrário brasileiro não tem uma solução simples, mas também não será com invasões violentas e sem critério, que as terras passarão a ser mais bem distribuídas.
Podcast: Frank Sinatra – Somewhere beyond the sea.

14, março, 2006 às 12:15
Por cerca de 60 dias acompanhei de perto a ação de um grupo do MST que montou acampamento às margens da rodovia BR-163 (Cuiabá-Santarém) e tive a oportunidade de ver e ouvir, tudo o que já tinha como suspeita; O MST é um grupo de guerrilha. As pessoas que fazem parte do movimento, são em sua grande maioria recrutadas nos bairros periféricos das cidades de médio e grande porte, com a promessa de uma vida melhor. Não é raro encontrar na liderança desses grupos, pessoas com nível universitário. Como forma de perpetuar o movimento, as crianças deixam de ir à escola para o ensino regular, para aprender táticas de gerrilha como as das FARC e demais grupos revolucionários. Em minha região, Mato Grosso, quem consegue um pedaço de terra, toma posse, tira a madeira, vende para a industria e deixa a terra sem sequer plantar um grão de milho. Alguns dias depois, lá estão eles novamente invadindo novas propriedades, derrubando cercas, matando animais, queimando sedes. Se tal movimento não for reprimido, em breve teremos uma verdadeira guerra no campo, e nesse caso, eles levam a melhor, afinal são treinados pra isso. Recentemente entrevistei o Príncipe Imperial do Brasil, Dom Bertrand de Orleans e Bragança, diretor de relações institucionais da Sociedade Brasileira de Defesa da Tradição, Família e Propriedade. Segundo ele a Reforma Agrária consiste numa imensa transformação, que visa a partilha compulsória e confiscatória de terras particulares, escudando-se para isso em mecanismos, como os índices de produtividade, alteráveis a qualquer momento por quem conduz o processo. Visa igualmente reduzir nossa estrutura fundiária a uma imensa rede de “assentamentos” e não propriedades, a maioria deles transformada em “favelas rurais” que vivem à custa de cestas básicas e programas assistenciais.
[]
14, março, 2006 às 12:52
A parte mais patética disso tudo é o Stédile apoiando o ataque “porque ninguém come eucalipto”, como se ele não usasse papel no seu dia-a-dia, e o Flávio Koutzii concordando com ele “em um ponto eles têm razão, ninguém consegue comer papel”.
Êta gente esperta!
14, março, 2006 às 13:45
Oi, Bruno:
Eu achei isto um absurdo.Todo o material de pesquisa perdido e as mulheres se vangloriando dos estragos, numa reportagem.Um caos.
Beijos
14, março, 2006 às 19:32
Fico em dúvida se são pessoas manobradas ou se realmente tem o instinto da baderna e da criminalidade… Não sei.
Um abraço, Bruno!
15, março, 2006 às 00:29
Oi, Bru, td bem?
Vc já reparou q no nosso país tem sempre alguma coisa acontecendo pra mascarar outra?
Gostaria de conhecer o Clayton
Claytonnnnnnnn passa no BOB?
Bjsss, menino
24, março, 2006 às 02:08
[...] O MST (Movimento dos Sem-Terra), por exemplo, é um movimento originário da luta de camponeses pela reforma agrária. Clamam estes, pela melhor distribuição de terras. Batalham pela desapropriação de terras improdutivas oriundas de latifúndios adquiridos sem o propósito de produção de riquezas. No entanto, sabe-se que uma escória se aproveita deste movimento para revender as propriedades do governo, lucrando assim com a venda e também com a verba doada pelo governo destinada ao investimento em infra-estrutura daquela região. [...]
29, maio, 2006 às 11:07
[...] Contudo, segundo a Ouvidoria Agrária Nacional, hoje, o número de famÃlias vivendo em barracos de lona ultrapassa os 230 mil. Segundo Mariana Santos, coordenadora nacional do MST (Movimento dos Sem-Terra), “Esse número mostra que os trabalhadores se organizaram nos acampamentos com a esperança de que Lula fosse resolver os problemas da reforma agrária. Mostra ainda a incapacidade e os limites do governo Lula de cumprir as suas promessas”. Ainda, o lÃder do MST e amigo do presidente, João Pedro Stédile, declarou que o MST se sente constrangido com a atuação de Lula e que os brasileiros foram ingênuos ao acreditar que o PT seria capaz de promover as mudanças polÃticas, econômicas e sociais desejadas. [...]