Genocídio da história brasileira

O mesmo discurso dos índios e do MST

João Pedro Stédile reuniu 10.000 pessoas em um acampamento em São Gabriel no Rio Grande do Sul. O evento contou com a presença de jovens militantes e aproximadamente 1.500 representantes argentinos, paraguaios, bolivianos e brasileiros dos índios Guarani. O encontro teve como objetivo o abastecimento da esquerda de coragem, cultura e energia dos guerreiros Guaranis na batalha por uma sociedade mais justa e igualitária contra o império capitalista.

Esta mesma etnia indígena juntamente com os Tupiniquim invadiram em Outubro de 2005 a sede da Aracruz Celulose no estado do Espírito Santo reclamando o direito sobre a terra onde o complexo fora construído. Segundo lideranças do movimento, 18 mil hectares da empresa foram construídos em território indígena. Jessé Marques, gerente de relação com a comunidade indígena da Aracruz, disse que a área fora comprada em 1980 e que firmou-se um termo de conduta entre a empresa e os representantes dos índios.

Infelizmente não para por aí a decadência da cultura indígena idolatrada por Stédile e seus companheiros. Foi descoberto pela Polícia Federal, o funcionamento de um garimpo ilegal em uma reserva indígena na região de Roosevelt em Roraima, liderado por garimpeiros e índios. Segundo a PF, os próprios caciques saem das reservas para vender os diamantes aos contrabandistas.

Contudo, é impossível ignorar que o processo civilizatório da América conduziu os índios a uma condição de meros coadjuvantes em sua própria terra. Entretanto fato algum ou cultura alguma dá o direito aos Índios a desrespeitar a Funai (Fundação Nacional do Índio) e transgredir as leis brasileiras. Ainda, o fator de maior preocupação é que os índios têm recebido treinamento do MST (Movimento dos Sem Terra) para as suas invasões e vêm expandindo as suas atividades ilegais como bandidos. Certamente as crueldades sofridas pelos índios no passado são deploráveis, mas pior ainda é vê-los abandonar as suas raízes para lutar contra o capitalismo através da ilegalidade. Um verdadeiro genocídio da história brasileira.

Podcast: Red Hot Chilli Peppers – Californication

Atualização 18:05: De 31/03/06 a 11/04/06 acontecerá em Florianópolis um sobre a cultura japonesa, sendo que nos dias 1 e 2 de Abril acontecerão diversas palestras, workshops, apresentações etc. Mais informações em: www.nipocatarinense.org.br

Data: 31 | mar | 06
Categoria: notícias, podcast
10 comentários até agora. Clique aqui para comentar.




A copa na escola

Alunos vendo TV

Como se não fossem suficientes as péssimas condições nas quais o ensino brasileiro se encontra, o ministro da educação, Fernando Haddad, ao tomar conhecimento de uma medida dos vizinhos argentinos, empolgou-se. Os nossos companheiros do Mercosul irão transmitir os jogos da copa do mundo de 2006 nas salas de aula.

Imediatamente o ministro, encantado com a idéia, solicitou detalhes do projeto ao ministério argentino. “Acho a idéia genial, motivadora e pedagógica. A Copa do Mundo é um evento mobilizador para fazer as crianças estudarem. Já pedi ao meu gabinete para recolher todo o material e encaminhar aos secretários estaduais” disse o ministro.

Enquanto o projeto não emplaca, colégios particulares já montam os seus esquemas para a copa. O Colégio Bandeirantes dispensará os alunos um período mais cedo, o Colégio Rio Branco instalará um telão no pátio para que não haja a necessidade de sair do estabelecimento e o Colégio Cervantes decidiu não liberar os alunos para torcerem pela seleção canarinho.

É impossível negar a paixão do brasileiro pelo seu futebol, mas mais impossível ainda é acreditar que o ministro conseguirá televisores suficientes para aproximados 30,4 milhões de alunos matriculados na rede pública de ensino. Não obstante, o ministério tem ainda problemas muito mais relevantes com os quais se preocupar, tais como: a falta de condições de aula, os baixos salários, a falta de segurança, o despreparo dos alunos, o alto índice de evasão escolar etc. Medidas populistas como estas continuarão a receber apoio popular enquanto os responsáveis mantiverem a educação sob custódia, impedindo assim, o desenvolvimento da nação.

Podcast: Santana featuring Whyclef Jean – Maria Maria

Data: 30 | mar | 06
Categoria: notícias, podcast
9 comentários até agora. Clique aqui para comentar.




Desgaste da máquina

Lula e Palocci

Já se foram José Dirceu, Luiz Gushiken entre outros. E após as caronas suspeitas no avião de Roberto Colnaghi, as reuniões na casa de Roberto Kurzweil, a mesada da Leão Leão de R$ 50 mil, a casa do lobby e Francenildo Costa, cai o último dos ministros fortes de Lula. Antônio Palocci é agora, ex-ministro da fazenda.

Guido Mantega assume o ministério após as frustradas tentativas dos integrantes do governo em personificar um bode expiatório o qual pudesse ser responsabilizado pela violação do sigilo bancário de Francenildo. Ao constatar a necessidade de responsabilizar nomes do alto escalão, a opção mais evidente era Jorge Mattoso, ex-presidente da Caixa Econômica Federal. Mas Mattoso deixou evidente que não carregaria este fardo sozinho. Restou então uma única opção, a demissão dos errantes.

Palocci, agora sem o foro especial, corre sérios riscos de ser indiciado pelos crimes de formação de quadrilha, peculato, falsidade ideológica e corrupção passiva, o que levará ao pedido de prisão. Segundo a polícia, o andamento do inquérito estava sendo atrasado para que o “chefe” deixasse o ministério.

Definitivamente este é um episódio fatídico para a nação na qual o governo mostrou-se frágil, desestruturado, incopetente, corrupto e arrogante. Não obstante, os motivos da queda de Palocci demonstram, ainda, o elevado grau de deterioração da máquina política brasileira. Contudo, as regras do jogo precisam de novas propostas, estas mais sensatas e coerentes. Caso contrário continuarão a existir casas de lobby, com Nildos ou sem Nildos.

Podcast: Diana Krall – Autumn Leaves

Data: 29 | mar | 06
Categoria: notícias, podcast
5 comentários até agora. Clique aqui para comentar.




« Posts anteriores