
As diferenças culturais são evidenciadas de diversas maneiras na sociedade. Mas principalmente na língua, através desta podemos deduzir a região onde vive o indivíduo ou o nível cultural desta pessoa.
A diferenciação por região acontece com palavras como: “piá” (qualquer garoto), “guri” (menino), “guria” (menina) e “massa” (legal), assim temos a possibilidade de identificar a região onde vive o falante ou onde foi criado.
E além das expressões regionais temos expressões como: “cardaço” (cadarço), “asterístico” (asterisco), “mindingo” (mendigo), “largatixa” (lagartixa) e “largato” (lagarto), além de sentir essas palavras estranhas perfurarem os tímpanos, poderíamos também deduzir o nível cultural do falante. Um segundo conjunto de palavras inclui-se nesta categoria, os palavrões. Estas, por serem largamente utilizadas pela população, dependem das ocasiões em que são utilizadas. Em brigas de trânsito é normal o uso de palavrões enquanto que em conversas casuais o uso excessivo de palavrões além de causar constrangimento, deixa claro a falta de vocábulos adequados do falante.
Contudo, as palavras regionais vão, aos poucos, desaparecendo devido o crescimento dos meios de comunicação em massa, tornando a língua cada vez mais uniforme. E nas ruas fica evidente que os palavrões continuam sendo utilizados com grande freqüência. Tudo isso mostra a crescente banalização da cultura brasileira, paulista, paranaense, carioca, baiana, cearense, catarinense…


